O Menino e a Bola / Técnica Mista /Pintura e Colagem sobre Papel

"O Menino e a Bola" / 1996
Pintura em Guache, Nanquim, Acrílica e
Colagem de Pedrinhas sobre Papelão
Cristina Meirose



Detalhe da obra "O Menino e a Bola"
Cristina Meirose /1996



O Menino e a Bola


A bola rola pelo chão
e o menino a procurar
alguém para com ele brincar.

A bola rola pelo caminho,
encontra meninas e meninos a conversar
que logo também vão fazer a bola rolar e girar.

A bola rola pelo caminho,
meninas e meninos a jogar,
no caminho encontram um circo,
muitas pessoas saindo,
para onde será que elas estão indo?


A bola rola pelo chão,
muitas pessoas 
brincam e correm de montão,
gente de todas as idades,
unidos por uma só felicidade!


Cristina Meirose




"O Menino e a Bola" é resultado da minha paixão por pedrinhas. Quando eu era pequena adorava colecionar pedras de diferentes cores e tamanhos. As diferentes formas e texturas me atraiam. Algumas eram misteriosas e com uma boa martelada revelavam seus tesouros interiores. Mas algumas eram tão duras, impossíveis de serem quebradas. Algumas soltavam faíscas. Outras eram lindas demais pra sofrerem qualquer intervenção.

Esta obra partiu de pedrinhas coletadas pelo chão e coladas sobre uma base de papelão. Das pedrinhas surgiram o menino, a bola, o pássaro e o cavalo, entre outros seres imaginários revelados com o auxílio do guache e do nanquim com uma bela ajuda da boa amiga cola Tenaz.

Cristina Meirose




Gosto de fazer brincadeiras em forma de poesia, brincar com palavras que, por sua vez, podem originar brincadeiras. Mas não me considero poeta. Para isso, falta muito. 

Durante minha Licenciatura em Artes fiz cadeiras e cursos voltados ao Teatro na Escola. O ato de brincar remete ao infinitivo e verbos no infinitivo ativam na criança o gatilho da brincadeira.

Por isso a ação se faz presente na grande parte das minhas poesias brincantes que são, em resumo, não poemas mas historinhas que podem ser interpretadas por crianças e adultos.

Mas aos mais entendidos podem passar longe dos critérios de um verdadeiro poema. Perdoem-me os poetas mas a eles faço um convite: vamos brincar?

Cristina Meirose